Outras Palavras

Vermelho e Negros: Globo sofre ação por recusar anúncio
Reproduzo abaixo texto publicado pelo portal "Vermelho", sobre o episódio em que "O Globo" teria-se recusado a publicar um anúncio em defesa das cotas, pelo preço que havia sido inicialmente ajustado. Como se sabe, um poderoso diretor das "Organizações Globo" posiciona-se publicamente contras as cotas: para ele, aliás, nem há racismo no Brasil! Esse diretor é aquele mesmo que (aparentemente) é homônimo de um ator de carreira nebulosa no cinema pornô brasileiro. Mas a pornografia aqui está em outra parte. Será que a recusa de "O Globo" em aceitar o anúncio tem algo a ver com as opiniões da direção do conglomerado midiático? O que aconteceria se o movimento negro iniciasse uma campanha, a mostrar a posiçã das "Organizações Globo"? Confiram texto do "Vermelho"...
Cotas na Globo: anúncio pra negro é mais caro!
"O Globo" também tem sua política de cotas: anúncio pra negro é mais caro no jornal da família Marinho. É o que leio no site do Nassif. E também aqui no Azenha - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-anuncio-que-o-globo-rejeitou/. O pessoal que defende as cotas para negros nas universidades queria publicar anúncio de página inteira no jornal carioca - o orçamento indicava R$ 54.163,20. O pessoal fez uma campanha, arrecadou a grana. Quando "O Globo" viu qual era o conteúdo, fez uma pequena majoração no preço do anúncio: R$ 548.174,00! Multiplicou por dez!!! A "Globo" fica no Jardim Botânico. "O Globo" fica na Cidade Nova, centro do Rio. Mas pelo visto alguns ali acreditam que o endereço do jornal é em algum bairro nobre de Cape Town, nos anos 80. Vejam acima o anúncio que "O Globo" não quis publicar
"O rosnar golpista": Maringoni reflete sobre a mídia
O jornalista Gilberto Maringoni acompanhou o recente convescote da direita, bancado pelos donos da Abril e da Globo: o encontro promovido pelo Instituto Millenium (curiosamente, o Instituto - que nada mais é do que uma sucursal dos Civita e dos Marinho - é homônimo de uma casa de prostituição na zona sul de São Paulo) foi um momento raro em que a direção da (ex) grande imprensa mostrou as caras, deixando claro que não é "neutra", que tem um lado, e que participa da disputa de poder no país. Não há isenção. Acontece que, no Brasil, a mídia não se contenta em assumir que tem um lado. Vai um pouco mais longe: quando perde, ela apela para o golpismo. Como em 64, de novo, sente-se no ar o cheiro do golpe. É da tradição dessa gente. E é sobre essa tradição nefasta que Maringoni se debruça.
Globo e Marina: "depois, não digam que não avisei"
O aviso vem do Marco Aurélio, no blog "DoLadoDeLá". Ele está de olho nas andanças de Marina Silva pelo Rio de Janeiro. Diz o Aurélio que, num encontro fora da agenda oficial, a pré-candidata do PV passou pela sede da Globo no Jardim Botânico. Por que a visita não constou da agenda? O encontro envergonha Marina? Não haveria motivo pra isso. O Aurélio - assim como esse Escrevinhador - conhece bem o Jardim Botânico. A sede da Globo ocupa um quarteirão inteiro, bem aos fundos do lindo jardim plantado por Dom João VI. O prédio da emissora tem duas portarias. Marina deve ter entrado pela rua Lopes Quintas. É o caminho natural de quem se sujeita ao ritual do "beija-mão". Espero que Marina saiba o que está fazendo. O título do texto do Aurélio serve pra ela também: "depois, não digam que eu não avisei".
Maurício Dias e o "efeito Lula": no Rio, Dilma avança
Publico o texto de Maurício Dias, na edição desta semana de "CartaCapital". Ele explica, com números, o que o apoio de Lula pode significar em áreas como a Baixada Fluminense, onde se concentra 25% do eleitorado fluminense. Confiram: "Não há mais como duvidar da capacidade do presidente Lula de multiplicar votos. Isso é efeito inegável dos elevados índices de aprovação do governo e de popularidade do presidente. As pesquisas recentes mostram o crescimento veloz e consistente da ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência. Não há teoria social que explique como os votos se transferem do criador para a criatura. Só é possível invocar uma evidência óbvia: o mau -administrador não faz o sucessor. Isso aconteceu em 2002, quando Serra era a criatura de FHC."
Soninha Francine, uma mulher de peito - ou não?
É um lugar comum - e é também um trocadilho infame - dizer que a mulher, para posar nua, precisa ter muito peito. Mas não resisto à frase, quando leio no blog do Nassif o que Soninha Francine (ex-petista que virou serrista) falou sobre suas (dela) fotos, em poses sensuais, para a "Playboy". Falou a um repórter da "Folha", sobre a possibilidade de retoques nas fotos: "Espero que não levantem o meu peito. FOLHA – Por quê? SONINHA – Porque é mentira." Confesso que pouco me interesso pelos seios de Soninha. Já a entrevistei, e não olhei para os peitos. Talvez, tenha sido um erro. Estava distraído com o que ela dizia. Vício de repórter. Também não pretendo comprar a Playboy para vê-los. Interessa-me o outro peito - aquele, no sentido figurado. Nassif, no texto que segue, dá a entender que Soninha quis mostrar muito mais do que o corpo. Quis mostrar que tem poder. Quis mostrar que tem peito! Quem é o Deus Sol de Soninha? Eu não sei. Mas o Nassif deve saber. Confiram...
Promotor em SP admite tortura: pé no fascismo?
A tortura é prática repugnante. Ainda mais quando praticada (ou tolerada) pelos representantes do Estado. Acho que não há muita gente que discorde dessa afirmação. Não é possível "discutir" a tortura como se se estivesse debatendo a convocação do Ronaldinho Gaúcho para a seleção. Não é possível fazer um debate na linha do - "veja bem, há prós e contras, tudo depende das circusntâncias etc e tal". Debater tortura não é como debater a cor da gravata. Cheguei a pensar que se tratava de piada de mau gosto quando recebi do sempre atento Luiz Malavolta (um dos jornalistas mais inquietos e competentes de São Paulo) o artigo do promotor Eduardo Del-Campo. O título: "Admissibilidade da tortura? Talvez". Confiram...
Maringoni, a direita midiática e a terceirização da bile
Na foto, integrantes do único partido de direita organizado no Brasil: o partido da imprensa. A repórter Bia Barbosa - leia ao lado relato dela - não foi a única a tampar o nariz, ao cobrir o evento promovido em São Paulo pelo Instituto Millenium. Gilberto Maringoni também esteve no glorioso Forum - bancado pelos donos da (ex) grande mídia. O relato de Maringoni sobre o convescote da direita foi publicado originalmente em www.operamundi.com.br. Os donos da mídia, conta Maringoni, "terceirizaram a bile", deixaram para seus funcionários a tarefa de bater no governo e na esquerda. "O Fórum do Instituto Millenium, apesar de seu tom folclórico, não é engraçado", explica Gilberto Maringoni.
Arnaldo Jabor e a "esquerda que não deveria mais existir"
"A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”. A frase acima é do cineasta Arnaldo Jabor. Quem a transcreveu foi a repórter Bia Barbosa, que cobriu para CartaMaior o evento do Instituto Milleniun, em São Paulo. Jabor esteve lá, entre outros grandes pensadores nacionais. Não entendi bem. Em nome da liberdade (que ele e a turma do Milenium dizem defender), Jabor quer "impedir" o pensamento de uma velha esquerda". É isso? Quem decide qual a velha e qual a nova esquerda? A nova esquerda deve ser formada pelo Roberto Freire e o Gabeira, é isso? No afã de agradar os patrões, Jabor deve ter deixado escapar essa bobagem. Não fez por mal.
Nassif: José Serra e o fim da era paulista na política
Reproduzo a belíssima análise de Nassif, sobre a liderança de Serra. O que restará do PSDB, depois desse período deletério, sob comando de um homem que tenta se impor pelo medo? Confiram, no texto do Nassif: "Por que José Serra vacila tanto em anunciar-se candidato? Seu cálculo político era o seguinte: se perde as eleições para presidente, acaba sua carreira política; se se lança candidato a governador, mas o PSDB consegue emplacar o candidato a presidente, perde o partido para o aliado. Em qualquer hipótese, iria para o aposentadoria ou para segundo plano. O Serra que emergiu governador decepcionou aliados históricos. Mostrou-se ausente da administração estadual."
Brizola: o pré-sal, os ingleses, as Malvinas e o Brasil
Brizola Neto, deputado federal pelo PDT-RJ, lança o aviso: "prestem atenção nas Malvinas, diz respeito ao Brasil". Depois da reativação da Quarta Frota dos EUA (voltada para o sul), o decadente imperialismo britânico também parece deslocar seus olhos para bem perto de nós. A turma da rainha quer tirar petróleo das ilhas Malvinas. Brizola lembra que a extração de petróleo ali parece anti-econômica. Não seria uma operação empesarial, mas uma operação de cunho geo-político. Eles querem ficar mais próximos do nosso pré-sal. E, com as bases, devem vir os navios de guerra. "Do ponto de vista militar é muitíssimo pior do que as bases americanas na Colômbia", diz o deputado, no ótimo blog "Tijolaço".
Augusto mostra quem é Dilma, a "mãe do PLAC"
Augusto da Fonseca, do blog FBI, nos apresenta mais um programa do governo de São Paulo: depois do "Balsa-Família", e do "Gás (de pimenta) para Todos", chega a vez do PLAC. Agora sim, teremos um "choque de biografias" na campanha, como sonham os tucanos: de um lado "Dilma, a mãe do PAC"; de outro "Dilma, a mãe do PLAC". O PLAC é o Programa Lata d´Àgua na Cabeça. Se, no meio da enchente, uma adutora se rompe e a SABESP leva alguns dias pra consertar, o povo segue a ser bem tratado: basta erguer a lata dágua sobre a cabeça e caminhar morro acima, como nos velhos tempos. Segundo o FBI, o PLAC é adminstrado por Dilma Pena, a "Dilma do Serra". Ela é a Secretária de Energia e Saneamento de São Paulo.
Azenha e o "gás para todos": Serra e Kassab em ação
Azenha publica, no "Vi o Mundo", o relato de Leonardo Fuhrmann, que mostra mais uma inovação da dupla Serra-Kassab: depois do "Balsa Família", chegou o "Gás para todos". Gás de pimenta, que fique bem claro. Confira um trecho do texto (que mostra como foi o "confronto" entre PMs e manifestantes que queriam protestar contra o abandono do Jardim Pantanal - bairro alagado há 2 meses na zona leste de São Paulo): "um homem que passava na rua decidiu me ajudar. Meus olhos e minha garganta ardiam e a visão estava embaçada. Ele também tinha recebido gás pimenta na cara só porque passava "pelo lugar errado na hora errada". A PM praticamente me deu um banho de gás pimenta."
Altamiro Borges: o MST e os vastos laranjais da mídia
O artigo que publico a seguir é de Altamiro Borges. O texto mostra como o MST será, nos próximos meses, alvo predileto da (ex) grande mídia, especialmente quando o processo eleitoral esquentar. Aqui, recuso-me a fazer a defesa incondicional de quem quer que seja. O MST, parece-me, não compreende a força que tem a imagem de laranjais arrancados durante uma ocupação de terra. Mas esse não é o foco da questão. Importante é lembrar que não vemos reportagens indignadas a mostrar a quantidade de trabalhadores rurais mortos todos os anos no Brasil. A propriedade parece valer mais do que a vida. É uma velha tradição nacional. Clique em "leia mais" e confira o texto do Altamiro Borges.
Aurélio e as perversões no jornalismo: ficção?
O Marco Aurélio, como eu, trabalha em TV. É editor. Como eu - e mais uma meia dúzia de 3 ou 4 - ele foi afastado da Globo por bater de frente com certa linha (?) editorial adotada pela emissora. Há quem diga que, quando era editor na Globo, Aurélio fazia trabalho de ficção; e que, agora, que escreve ficção num blog, ele faz jornalismo puro. Não sei. Mas o Aurélio deve saber. O mais novo folhetim do Aurélio tem o nome de "A Rainha do Carnaval". Uma das passagens mais curiosas é quando - no capítulo 4 - a repórter se refere a um diretor da emissora em que trabalha (advinhem qual seria a emissora?): "- Sabe que, por falar em chicote, dizem que tem um diretor lá na TV que é adepto da auto-flagelação. - Jura? Quem é? - É um esquisito, que eu sempre vejo caminhando no calçadão. Ele abotoa a camisa até em cima, para ninguém ver as marcas. Qualquer hora te mostro." Confiram em http://maureliomello.blogspot.com/.
Leandro Fortes: Arruda "autista" repete Collor! Será?
O governador José Roberto Arruda vai resistir até o fim. Mas, para alegria do DEM (e do Serra), ele adotou uma tática que deve tirá-lo do cenário nacional. Arruda pediu desfiliação do partido. Ontem, o senador Agripino Maia (DEM-RN) saiu a declarar: "isso agora deixa de ser um problema do partido". no campo local, Arruda tem chance de resistir. Nos bastidores da política em Brasília, dá-se como certo que a Câmara Legislativa não punirá o governador com perda de mandato. Ele tem pelo menos dois terços dos deputados distritais na mão. Leandro Fortes (repórter da "CartaCapital") pensa diferente: acha que Arruda está morto. teria virado um zumbi - semelhante a Fernando Collor de Mello, que considerava possível resistir ao impeachment em 92. Tenho dúvidas. Mas fiquem com o texto do Leandro - http://brasiliaeuvi.wordpress.com/.
Eduardo Guimarães e a desumana burrice paulista
Estou fora de São Paulo há uma semana, a acompanhar a lama de Arruda. Aqui em Brasília, a lama é virtual. Em São Paulo, a lama de Kassab é real. A lama de Serra - que gasta milhões pra alargar a marginal Tietê (aumentando a impermeabilização do solo, uma das causas óbvias das enchentes) - também é real. Mas Serra não aparece. Kassab até foi cobrado ontem. Serra, o chefe da imprensa paulista, sumiu, submergiu. Comparem com a cobertura do recente Apagão. Todos os jornais, rádios e TVs foram pra cima do governo federal. E era justa a cobrança. Mas a cobrança é seletiva, como tudo que a imprensa brasileira faz. Enchentes nas marginais não são problema do Serra. E muitos paulistanos nem ligam... Acham que a culpa é daquele "analfabeto de quatro dedos". O Eduardo Guimarães, paulistano da gema, escreve um belo texto sobre a tal "burrice paulista".
"Bateau Merde": Kassab incentiva o turismo pluvial
Valdir Fiorini envia-me o link para o blog "Esquerdopata" - http://esquerdopata.blogspot.com/2009/12/kassab-estimula-turismo-pluvial.html. Trata-se de edificante campanha para divulgar a nova modalidade de turismo na São Paulo dos demos: não ponha o pé na lama, navegue no 'bateau merde'! "Kassab estimula turismo pluvial - Como a Mãe Natureza insiste em fazer chover em São Paulo o criativo alcaide Gilberto Kassab resolveu aproveitar esse evento rotineiro para trazer mais turistas à Terra da Garoa. Inspirado pelos "bateau mouche" que existem em Paris o alcaide lançou o projeto "Bateau merde" para que os visitantes atravessem as principais avenidas da cidade e conheçam suas múltiplas atrações."
Desabafo do Rogério: "chega de reclamar da mídia!"
O Rogério Mattos Costa me enviou um texto-desabafo: ele está cansado de ver blogueiros a reclamar da mídia corporativa. Separei um trecho do texto, aqui: "Acho que a blogosfera precisa produzir mais informação, divulgar estudos já feitos, como faz a mídia corporativa... Reparem como a mídia faz isso: busca “um estudo”, de “Um especialista”, para defender suas teses. E nós? Nós só reclamamos, só choramingamos, da não-imparcialidade da mídia corporativa! Isso é ridículo! A mídia nunca vai ser imparcial! É da sua natureza ser parcial, ser mentirosa e manipuladora! Nossa mídia de esquerda precisa acordar! Não adianta reclamar de seus antigos patrões, donos de jornais! Eles são assim mesmo! Sejam vocês mesmo os seus próprios patrões! Saiam um pouco mais detrás do teclado, organizem-se empresarialmente e criem de uma vez a nova mídia! Onde está o Sindicato Nacional dos Blogueiros e Sites Informativos?"
Leonel Brizola e os filhotes da ditadura: eles estão por aí!
Devorei nos últimos dias dois livros do Gilberto Felisberto Vasconcellos, que é professor e colunista da revista "Caros Amigos". O Gilberto é um caso raro: paulista, do interior, ele é brizolista ferrenho. Os livros - "A Jangada do Sul" e "Depois de Brizola" - contam a trajetória do trabalhismo no Brasil, tentando decifrar o enigma: quem será o herdeiro dessa corrente tão importante na política brasileira. A figura de Brizola volta-me à mente: ele costumava chamar de "filhote da ditadura" todos aqueles que prosperaram sob o regime militar. Pois bem: como qualificar o apresentador da RBS (TV sulista) que fez a apologia da ditadura? Vejam o que diz o blog RS Urgente, de Marco Aurélio Weisshemer - http://rsurgente.opsblog.org/2009/12/01/comentarista-da-rbs-faz-apologia-da-ditadura/. Os filhotes da ditadura estão por aí. Mas a história de Brizola nos ensina que é preciso resistir e reagir.

 

Escrevinhador por Rodrigo Vianna